A música contemporânea vive uma era em que os estilos estão cada vez mais conectados. Se antes um artista precisava se fidelizar a um único gênero musical para consolidar sua base, hoje a versatilidade é uma das maiores apostas para engajar um número maior de fãs.
O exemplo mais recente desse movimento vem da cantora Luísa Sonza, que surpreendeu ao abrir espaço para a MPB em seu novo trabalho, colaborando com Toquinho e Roberto Menescal.
A Deezer vem acompanhando esse movimento, mostrando que o público está cada vez mais aberto. “A era das ‘caixinhas’ musicais acabou. Hoje, percebemos que o fã se conecta com a identidade e a verdade do artista, independentemente do estilo musical que ele está cantando”, destaca Daniel Aguiar, editor sênior da plataforma.
Aproveitando o lançamento de Sonza, o editorial da Deezer selecionou cinco artistas que, assim como ela, decidiram explorar novas sonoridades e tiveram grande destaque no cenário. Confira abaixo:
1. Luísa Sonza
Dominando os charts com a força do pop e do funk em álbuns como Doce 22 e Escândalo Íntimo, Luísa Sonza vem desconstruindo a imagem de hitmaker de pista para revelar uma grande intérprete. A colaboração com Toquinho e Roberto Menescal não é apenas um feat, é uma união da “velha guarda” com a nova geração. Ao mergulhar na bossa nova, Luísa troca a produção eletrônica pesada por violões e sussurros técnicos, provando que sua voz tem a versatilidade necessária para transitar entre o “batidão” e a MPB clássica com a mesma naturalidade.
2. Rosalía
A artista catalã é o maior exemplo de metamorfose na música atual. Formada no flamenco, Rosalía chocou o purismo espanhol com El Mal Querer, mas foi em Motomami que ela quebrou barreiras ao misturar reggaeton, jazz, baladas de piano e batidas industriais. Agora, em sua fase mais recente, ela continua a desafiar padrões ao incorporar elementos de música orquestral e clássica.
3. Post Malone
Muito presente no rap e no trap, com hits globais como “Rockstar”, Post Malone sempre deixou transparecer, entre uma rima e outra, sua paixão pelo rock e pelo folk. Recentemente, essa influência deixou de ser um detalhe para virar protagonista com o álbum F-1 Trillion. Ao abraçar o country de vez e colaborar com ícones do gênero, Malone trocou os beats digitais pela narrativa típica de Nashville, provando que sua capacidade de compor melodias chicletes funciona tanto sobre um 808 quanto com um violão acústico.
4. Silva
Talvez não lembrem do início da carreira de Silva, marcado pelo álbum Claridão e por uma estética indie repleta de sintetizadores e experimentações eletrônicas. A “virada” do artista foi um processo ao longo dos anos: ele foi trocando as máquinas por metais, percussão orgânica e pelo formato de “Bloco”, revisitando o repertório de Marisa Monte e assumindo seu lugar como um dos principais nomes da música popular brasileira, com um som leve e acessível.
5. Ludmilla
Ludmilla já tinha o Brasil na mão com seus funks explosivos quando decidiu ousar com o projeto Numanice. O que poderia ser um risco tornou-se um fenômeno que lota shows e rendeu à cantora um Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba/Pagode. Ludmilla não apenas “visitou” o gênero; ela se apropriou dele, mostrando um domínio vocal e de improviso que o pagode exige. A cantora também trouxe recentemente o R&B, explorando a estética internacional e vocais melódicos em faixas como “Sintomas de Prazer”.

